O Jornal A Tarde dedicou uma reportagem à oficialização da parceria entre Lucas Freire e o National Institute for Play (NIFPlay), fundado pelo Dr. Stuart Brown nos Estados Unidos. Com a chancela, Lucas se torna o primeiro profissional brasileiro formalmente associado à entidade que lidera as pesquisas globais sobre o lúdico aplicado à saúde mental, ao trabalho e à alta performance humana.

A reportagem, assinada pela jornalista Isabela Cardoso, percorre a trajetória de Lucas com o tema — que começou em 2008, em meio ao trabalho de educação corporativa no polo de Camacari — e desemboca nos próximos passos da Ciência do Play no Brasil.

Além do brincar infantil

Embora o termo play seja frequentemente traduzido como brincar ou jogar, a ciência por trás dele é mais profunda — e abrange todas as fases da vida.

A ciência do play, na verdade, é um campo amplo, porque aglutina isso tudo. Stuart Brown já entendia desde o começo do trabalho dele que o play não está só do brincar. Tem um sentido muito importante no nosso desenvolvimento ao longo de toda a vida, pro bem-estar, pra ressignificar o estresse.

Lucas Freire, em entrevista ao A Tarde

Do Lego à biblioteca da Dinamarca

A especialização de Lucas passou por metodologias como o LEGO® SERIOUS PLAY® e por mergulhos teóricos profundos. Um dos momentos cruciais aconteceu na sede da LEGO, na Dinamarca, onde Lucas encontrou uma biblioteca interna com obras seminais sobre o tema. Foi ali que tomou contato com livros que viriam a fundamentar o que ele chama de psicologia do florescimento — uma abordagem focada em encontrar caminhos que não respondam apenas à lógica produtivista.

“Não é terapia, mas é terapêutico”

A reportagem destaca o impacto prático do trabalho — com três livros publicados, incluindo o recente Exausto, e relatos de leitores que voltaram a explorar caminhos abandonados na vida adulta.

Me tocam muito pessoas que se permitiram descobrir coisas novas, se permitiram olhar pra suas crianças interiores e dar um pouco mais de ouvidos a elas. Vão explorar vidas, descobrir caminhos. Um leitor me disse: “pô velho, não é terapia, mas é terapêutico”. E é isso. A gente vai fazendo pouquinho a pouquinho, ajudando as pessoas a se reconectar com aquilo que regenera.

Lucas Freire

Próximos passos: Escola do Play e esportes

Com a chancela do NIFPlay, os próximos passos incluem o lançamento da Escola do Play no próximo semestre e a expansão para territórios onde o debate sobre saúde mental ainda é incipiente — incluindo o futebol profissional. “São lugares onde esses assuntos ainda são muito pobres”, afirma Lucas à reportagem.

Mesmo na expansão, o psicólogo mantém o rigor ético como prioridade: “A gente tem que tomar muito cuidado quando trata de saúde mental. Saúde mental é um campo amplo, sensível. A gente tem que tomar cuidado pra provocar uma melhora, e não o inverso.”


Reportagem de Isabela Cardoso · Editoria de Comportamento · atarde.com.br · 25 de abril de 2026.

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