O Canaltech, um dos maiores veículos brasileiros de jornalismo de tecnologia, ouviu Lucas Freire para uma reportagem sobre o impacto neurológico do excesso de telas. A discussão passa por algoritmos, dopamina, hiperestimulação e o que acontece com a atenção quando tudo no nosso ambiente foi desenhado pra retomar o foco em menos de três segundos.
O argumento central
A pauta parte de uma constatação pouco confortável: redes sociais como Instagram e TikTok não são neutras. São produtos desenhados pra serem viciantes, e os efeitos colaterais disso são objeto crescente de pesquisa, regulação e, agora, processos judiciais.
O cérebro foi treinado pela internet pra esperar recompensa em menos de três segundos. Um reels entrega dopamina antes mesmo de você perceber que estava entediado. Um livro pede que você invista atenção por páginas antes de oferecer qualquer gratificação. Para um cérebro viciado em velocidade, isso parece castigo. Não é fraqueza de caráter; é neurobiologia.
Lucas Freire, em entrevista ao Canaltech
Saída não é culpa, é arquitetura
A reportagem destaca que culpar o usuário individual é imprecisão analítica. Plataformas digitais são desenhadas por equipes de neurocientistas, designers e psicólogos com o objetivo explícito de prender atenção. Mudar o comportamento exige mexer no ambiente, não na vontade.
Reportagem publicada em canaltech.com.br · 2026.